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Região de Coimbra

2026/02/10

Coimbra conta já com 881 ocorrência e mantém risco elevado de cheias

Concelho

A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, fez um ponto de situação sobre as ocorrências registadas no concelho na sequência das consecutivas tempestades. A autarca revelou que, desde o dia 27 de janeiro, já foram registadas 881 ocorrências, e adiantou que as principais preocupações continuam a ser o risco elevado de cheia do Mondego, quedas de muros, taludes e árvores, assim como deslizamentos de terras e barreiras.

A presidente de Câmara adiantou que, desde o dia 27 de janeiro, com a depressão KRISTIN, já foram contabilizadas 881 ocorrências, envolvendo cerca de 2.400 operacionais, a maioria relacionadas com a queda de árvores. As principais preocupações continuam a ser o risco elevado de cheias, quedas de muros, taludes e árvores, assim como deslizamentos de terras e barreiras, sendo que há já várias vias no concelho afetadas.

Ana Abrunhosa confirmou o colapso de parte da cerca de São Agostinho, nas traseiras da Couraça dos Apóstolos, indicando que não houve registo de feridos, e informou ainda que estão cortadas a Estrada do Campo (margem esquerda), o tabuleiro inferior da Ponte Açude, a estrada de Ceira para Almalaguês e a estrada da Beira, na zona de São Frutuoso, bem como existem condicionamentos na Rua Vale do Açor e na Rua Rainha Santa.

A autarca indicou ainda que há já várias habitações afetadas, 12 casas devolutas com estruturas em risco de queda e sete pessoas desalojadas, que foram acolhidas por familiares.

A Ponte Açude está a ser permanentemente vigiada, sendo que, no momento da conferência de imprensa, o caudal do rio Mondego rondava os 1.600 m³/s. Já a Barragem da Aguieira tem vindo a efetuar descargas elevadas para reduzir o volume de água acumulado na albufeira, mantendo caudais superiores a 900 m³/s nas últimas horas, com picos próximos dos 960 m³/s durante a madrugada. Esta gestão permitiu iniciar a redução do nível de armazenamento. “A barragem tem capacidade de encaixe, mas é essencial manter uma vigilância permanente”, afirmou a autarca.

Ana Abrunhosa apelou à população para se manter em casa e evitar deslocações desnecessárias, tendo em conta que se prevê a continuação da chuva ao longo do dia, rajadas de vento que podem atingir os 120 km/h e a subida do caudal do rio Mondego.

“A depressão Marta deverá passar nas próximas horas e estão previstas melhorias significativas do estado do tempo”, afirmou. Contudo, “depois de 20 dias consecutivos de tempestades, uma tempestade normal causa mais danos”, sublinhou a presidente da Câmara, reforçando o apelo: “Fiquem em casa”.

 

A presidente da Câmara adiantou ainda que amanhã é possível ir votar e que os locais de voto são seguros.

A autarca agradeceu o empenho de todos os meios no terreno, nomeadamente da Proteção Civil Municipal, dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, dos Bombeiros Voluntários de Coimbra e de Brasfemes, do Exército, dos Fuzileiros, dos Bombeiros de Tábua e Mortágua, dos Sapadores Florestais, da GNR e da PSP. A autarca agradeceu ainda à Comunicação Social “por passar a mensagem de forma responsável e sem causar alarme”.

 

Fonte/Foto: CM Coimbra
 

 

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