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Região de Coimbra

2026/02/23

Desvios pela A8/A17/A25 como alternativa à A1 e desaconselhamento a atravessar a cidade e IC2

Concelho

A Câmara Municipal de Coimbra recomenda a utilização do corredor A8/A17/A25 como principal alternativa ao corte total da Autoestrada 1 (A1) entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, determinado na passada quarta-feira, pouco depois das 18h00, após a rutura de um dique do rio Mondego, nos Casais, e o consequente abatimento da via ao quilómetro 191. Embora o IC2 constitua igualmente uma solução possível, a autarquia desaconselha a sua utilização como corredor estruturante de atravessamento nacional, remetendo-a para deslocações intermédias entre Aveiro e Pombal, sobretudo nas horas de ponta, o que já esta manhã se traduziu em elevado volume de tráfego. O Município recomenda ainda a utilização de sistemas de navegação GPS atualizados, onde já se encontram integradas as informações relativas aos cortes e percursos alternativos.

Para o tráfego proveniente de sul de Pombal com destino a norte de Aveiro, recomenda-se a saída em Pombal para o IC8, seguindo pela A17 até Aveiro e retomando a A1 através da A25, no nó de Aveiro Norte. No sentido inverso, o percurso deverá ser idêntico.

 O tráfego proveniente da A13 ou do IC8 (Castelo Branco) deverá optar prioritariamente pelo IC8 na zona do Avelar em direção a Pombal, entrando na A17 no nó do Louriçal e seguindo até Aveiro, com ligação à A1 pela A25, evitando a aproximação à área urbana de Coimbra.

Para trânsito proveniente de zonas a sul do concelho de Penela, recomenda-se evitar a transferência da A13 para Coimbra, seja em direção a Ceira, seja em direção à A1 através da A13-1, a partir de Almalaguês, prevenindo constrangimentos no atravessamento urbano da cidade.

 No caso do trânsito proveniente da A25 com destino a sul de Pombal, deve evitar-se o IP3 em direção a Coimbra. A recomendação é manter a circulação na A25 até Aveiro, seguir pela A17 até ao Louriçal e aceder à A1 através do IC8.

O IC2 deverá ser considerado apenas para deslocações com destino intermédio entre Aveiro e Pombal, não sendo recomendado como corredor estruturante de atravessamento nacional, sobretudo nas horas de ponta.

Esta manhã registaram-se vários quilómetros de fila nas vias urbanas e acessos à cidade de Coimbra, já habitualmente pressionados, devido à utilização como desvio da autoestrada e a constrangimentos adicionais em algumas estradas nacionais afetadas por inundações.

 Durante a noite de 11 de fevereiro, registou-se o abatimento de parte da plataforma da A1 ao quilómetro 191, na zona de acesso ao viaduto C do Mondego. A ocorrência não representou risco para utilizadores, uma vez que o sublanço entre os quilómetros 198 e 189 tinha sido encerrado preventivamente em ambos os sentidos.

 Segundo a BCR – Brisa Concessão Rodoviária, a rutura resultou do rebentamento do dique e da subsequente escavação do aterro que suporta a via, associada a um débito excecional superior a 2.100 m3/s. A concessionária informou que acompanha a situação desde 2 de fevereiro, com monitorização permanente, mantendo no terreno mais de 30 operacionais em articulação com as autoridades.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que a reposição da infraestrutura poderá demorar “várias semanas”, uma vez que a intervenção estrutural só poderá avançar quando os níveis do rio descerem.

 O governante classificou a situação como “absolutamente anormal”, destacando a “velocidade e a violência das águas”. Estão a ser executados reforços provisórios com enrocamento enquanto persistirem caudais elevados, não estando excluída a possibilidade de alastramento da fissura ao outro sentido da via.

 O ministro visitou o local acompanhado pela presidente da Câmara Municipal de Coimbra e elementos da Proteção Civil.

 

Fonte/Foto: CM Coimbra

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