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Região de Coimbra

2023/03/23

Penhora de contas da Académica provoca troca de farpas

Desporto

A direção da Académica/Organismo Autónomo de Futebol veio ontem a público prestar declarações sobre a penhora das contas.

A direção da Académica reagiu, no passado domingo, às recentes notícias que davam conta da penhora sobre uma das contas bancárias da instituição. Em comunicado, a Briosa lembra que em junho de 2022, após o ato eleitoral, e também em setembro do mesmo ano, a direção solicitou aos membros da direção cessante "informação sobre os processos judiciais e não judiciais em curso", tendo ficado o ex-vice-presidente Afonso Pedrosa de entregar toda a informação, algo que, segundo o comunicado, "não sucedeu". A direção academista diz agora estar "a analisar os meios adequados e necessários à salvaguarda dos interesses e direitos" da instituição.

Em virtude das notícias veiculadas na comunicação social sobre a penhora das contas bancárias da AAC-OAF , por parte da Autoridade Tributária, vem a direção da AAC-OAF informar os sócios, trabalhadores, colaboradores, fornecedores, adeptos e demais interessados.


A nota afirma que, “no dia 8 de junho de 2022, após o ato eleitoral, a direção da AAC/OAF reuniu com os membros da direção cessante tendo solicitado toda a informação sobre os processos judiciais e não judiciais em curso que envolvessem a AAC/OAF e/ou a AAC/OAF SDUQ” e que “nessa reunião, o vice-presidente cessante e responsável pelo departamento jurídico da AAC/OAF, Dr. Afonso Pedrosa, comprometeu-se em facultar toda a informação relativa aos processos judiciais ou não judiciais. O que não sucedeu”.


Segundo o clube, sucederam-se tentativas de esclarecimentos e “quando foi confrontada com o processo de execução fiscal resultante da Sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra [a direção da AAC/OAF] solicitou, de imediato, a consulta do processo”.


O comunicado esclarece que Afonso Pedrosa “era o advogado da AAC/OAF no processo” e que este “foi notificado, a 2 de dezembro de 2022, pelo tribunal da sentença que considerou improcedente a impugnação da AAC/OAF” e, sobre isto “não deu conhecimento à AAC/OAF”.


“A sentença já tinha transitado em julgado pelo que não pôde ser apresentado recurso da mesma”, diz a direção.


“Lamento as declarações e o comunicado, uma vez que sempre prestei toda a colaboração à atual direção. Depois da tomada de posse, face à inércia na indicação de novo mandatário, foi-me solicitado que continuasse a assegurar o patrocínio em alguns processos que tinham diligências marcadas, o que fiz, com total sentido de responsabilidade e de colaboração”, lamenta Afonso Pedrosa.
O ex-dirigente acrescenta ainda que essa colaboração “se estendeu a assuntos não judiciais”, tendo-lhe “sido solicitado por pessoa reconhecidamente ligada à atual direção, apoio nos contactos com a representante de um potencial investidor”, o que fez.

 

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